março 23, 2009

Dia do Pai

(Façam de conta que é dia 19)


" - Tenho 4 €, queres vir lanchar? "



(:

março 16, 2009

Ou não

Foi como se tudo não tivesse acontecido. Alguma coisa parou, fez “click” e recomeçou. (Ou não.)
Era tudo diferente, tudo novo , ou como antigamente (Ou não.) Talvez fosse como sempre pensei que era. Talvez.

Mas não. Era um correr de tempo desenfreado, foi um relembrar, um ver que não está esquecido, ou uma tentativa para não esquecer

e cada pormenor permanecer,

como todos os hábitos de rotina, como todas as marcas nas mãos, como cada sinal na pele (que não desaparece).

Mania estranha a de tentar guardar cada pormenor. (Ou não. )

Lembrar-me-ei de tudo até quando?

(mania estranha a de querer guardar tudo na memória.)

(ou não.)

(Ausente em parte incerta.

De volta por tempo indeterminado.)

Mafalda.

março 01, 2008

Parabéns ao Bertinho (:


... Ailaife para vocês!
(prendas...só daqui a umas horas!)
(:

fevereiro 02, 2008

III - 13 de Fevereiro. Será que é neve...

O dia estava lindo! O céu azul, com pequenas nuvens que mais pareciam bocados de algodão doce a vaguear pelo céu, ao sabor da leve brisa que corria! O dia tinha o aspecto de um dia de verão, só não era, devido ao frio que se fazia sentir e à neve pousada na beira da estrada! Era pouca…mas já era neve!



-Mãe! Mãe! Avô! Nevou durante a noite! Eu disse que ia nevar! – Disse Maria, enquanto espreitava pela janela do seu quarto.



-Neve? Aqui? – Perguntou Beatriz!



- É verdade, filha! Da última vez que me lembro que nevou aqui, era eu da idade da Maria! Nessa altura, nem conhecia a tua mãe…



-Ainda não posso fazer um boneco de neve, pois não Avô?



-Não! Tem que nevar mais…



-Eu espero!



Aos sábados de manhã depois do pequeno-almoço, Maria ia com o seu Avô e com a sua mãe às compras! Depois, enquanto Beatriz fazia o almoço, Maria ia passear com o seu avô. Gostava daqueles momentos pois durante aquele tempo, Maria e o Avô Campos passeavam por caminhos só deles, observando as pessoas e a cidade! Maria gostava principalmente de observar as caras das pessoas enquanto caminhavam. Gostava de tentar adivinhar em que pensavam elas. Se sorriam, era porque estavam contentes, se estavam com a cara fechada, sem brilho nenhum nos olhos, tentava adivinhar os seus motivos. Mas era difícil! Maria dizia que os olhos eram o espelho da vida de cada pessoa. E as pessoas que não tinham brilho nos olhos, não eram felizes! Daí ser difícil captar a atenção delas. Essas pessoas andam isoladas pelo seu mundo e nem reparam no que está à volta delas.



Já sentados no banco habitual do jardim, Maria observava um balão que andava por ali solto ao sabor do vento.



-Avô…para onde é que vão os balões quando os soltamos?



-Isso é uma pergunta difícil… ninguém sabe ao certo!



-Mas tu sabes sempre, avô!



-Não, minha querida! Eu não sei sempre tudo. Aliás, nunca sei tudo. Posso saber algumas coisas…mas ainda me falta muito, para saber tudo!



-E queres saber tudo, Avô?



-Não… as pessoas que pensam que sabem tudo, na realidade não sabem. Na verdade, ninguém sabe tudo! Cada pessoa sabe um bocadinho sobre alguma coisa. Eu não quero saber tudo!



-Porquê?



-Porque se soubesse tudo, era uma pessoa aborrecida! Já não faltava saber mais nada, já não tinha o gosto de aprender novas coisas. Já não ia ter graça, não achas?



-Mais ou menos… Se soubesses tudo, podias-me responder sempre.



-Mas saber tudo não tem graça! Depois de se saber tudo, o que é que há para descobrir?



-Nada…



-Então não achas que estamos melhor assim? Ir aprendendo ao longo dos dias!



-Tens razão! Estamos melhor assim. Mas diz-me lá…para onde vão os balões?



-Vão para todo o lado. São como as folhas, deixam-se levar pelo vento e fazem a viagem da vida deles!



-É por isso que mal os largamos, fogem… têm pressa, não é?



-Sim! Têm pressa de ver como é o mundo. Querem voar ao sabor do vento, ir onde o vento os leva. Ver novas coisas, respirar um ar diferente…olhar o mundo de uma outra perspectiva!



-Também quero ver o mundo de uma maneira diferente…



-E já o vês, Maria! Os “pequeninos” vêm o mundo de maneira diferente da dos adultos. Vêm o mundo com outras cores, com outros cheiros…de uma maneira diferente! Dão ao mundo um brilho especial. Os adultos têm a mania que já conhecem o mundo todo, por viverem nele à bastante tempo…e tiram o brilho à maneira de verem o mundo. Nunca ouviste dizer que a melhor maneira de crescer é a viajar? Ver as coisas de outro modo.



-Não! Mas Avô…então não vou crescer?! Eu não viajo…



-Viajas sim! Todos os dias viajas pelo teu mundo: o mundo dos sonhos! Vês o mundo de outra maneira, não vês?



-Isso também é viajar?



-Claro que sim! Desde que vejas as coisas de outra maneira, já estás a viajar. Nem que seja pelo teu próprio mundo.



-Sendo assim já percebo os balões!



-E se fossemos comprar um?



-Sim! Vamos deixá-lo ver o mundo de outra maneira!