
Era uma vez um castelo. Um daqueles mesmo grandes, quase até às nuvens. Era uma vez um castelo, um daqueles mesmo grandes dignos de um príncipe bonito e de uma princesa também ela bonita.
Era um castelo enorme e eles os dois nunca se perdiam lá dentro, não se perdiam ou desencontravam.
Era uma vez um príncipe e uma princesa, reis do seu próprio mundo. Eram reis deles e isso bastava.
Era uma vez um castelo, um daqueles mesmo grandes, um castelo de cartas, daqueles que caem ao mínimo movimento brusco. Mas não aquele, aquele estava para durar.
Até que numa noite de trovoada, levaram a princesa e o castelo do príncipe caiu de vez.
O melhor das histórias é que as princesas voltam sempre e os castelos abanam mas não caem.
O melhor das histórias é que nem sempre se ficam por ali. O castelo caiu mas ergue-se aos poucos.
Era uma vez um castelo, daqueles grandes,
cheios de sonhos,
uma princesa e um príncipe .
(Delírio pré- exame! Oh I’m so tired!)
“-O que há em mim, é sobretudo cansaço!”, F.P.