
Sabia que era a primeira vez que tinha ido definitivamente, que tinha morrido e nunca mais iria voltar a ver a sua sombra sequer. Possivelmente iria reconhecer o seu cheiro numa rua qualquer no meio da multidão, iria ver alguém incrivelmente parecido, mas não era. Iria lembrar-se de episódios quando lhe caíssem fotografias esquecidas, quando tropeçasse numa caixa cheia de dias lá dentro, quando visse uma data na agenda, quando faltassem certos “rituais”. Quando passasse naquele sitio e não parasse lá mais,se quisesse apoiar naquele pilar que sempre estivera lá e que agora não estava mais.
O lugar do lado estaria agora vazio e o baloiço também não iria ranger mais.
O lugar do lado estaria agora vazio e o baloiço também não iria ranger mais.
Então é isto que se sente quando se conhece o “nunca mais”…
É. E não precisas de datas para to recordar, está em ti. “
É. E não precisas de datas para to recordar, está em ti. “
S.Bento_pic